quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Medo!!!

Tenho medo.....tenho medo da Terapia Assistida por Animais em geral!!
Pq nestes 8 anos de trabalho e dedicação a esta área ja vi muita besteira, muita "cagada" e o pior muita gente sem o mínimo de preparo e bom senso.

Bom senso....aaa se o mundo tivesse bom senso!!

A tb tem as pessoas entendidas do assunto, praticamente especialistas....afinal tem dois cães em casa a mais de 10 anos, ja levou um deles na casa do avô algumas vezes e tambem na escola do filho!!

Hoje vejo muito a TAA igual ao que fizeram com o adestramento, não ha formação, não é reconhecido e tem um monte de oportunista achando que vai ficar rico com este trabalho, afinal cachorro ta na móda!

Muito complicado, pq estes indíviduos acabam fazendo besteira e isso prejudica e muito a divulgação e a construção de bases sólidas das pessoas que realmente querem evoluir na área e se dedicam de corpo e alma ao trabalho.

No meu ponto de vista ha tambem um problema cultural envolvido, tirando os grandes centros do sul e sudeste o cão não tem a mesma relação na sociedade que temos por aqui. Principalmente no nordeste onde ele ainda é visto como um animal irracional e desprovido de qualquer sentimento, imagina então falar que ele pode fazer bem a sua saúde!!
Outro problema cultural....o que envolve cachorro é festa, é oba oba, qualquer um faz, é facil, não é sério, é brincadeira......este ultimo em especial.
Quantas vezes ja não ouvi:

"esses são os cachorros que vem brincar com as crianças"

"não tem problema é só brincadeira, pode ir embora"

Não vamos para brincar, e mesmo que fossemos para brincar, ha um contexto terapeutico envolvido. Para vc´s terem uma noção, só agora depois de 8 anos na área é que estou desenvolvendo um atendimento com a Flora dentro de um contexto de ludoterapia.

Fóra as pessoas que me olham com aquela cara de:

"nossa esse deve ser rico mesmo em pleno horario comercial fica trazendo cachorrinho para brincar" "não tem mais o que fazer da vida"

Uma das ultimas foi:
Montei um projeto super bacana para treinamento de empresas com habilidades sociais (um dia coloco algo a respeito aqui) excelente, ganhei horas e horas na frente do computador estudando sobre o assunto, participei de reunião com um grupo do IPq que só trabalha com isso, apresentei o projeto para eles avaliarem etc...tudo para fazer o melhor possivel. Felizmente consegui aplicar em um grupo que estava realizando um treinamento no Banco do Brasil.... SUCESSO TOTAL!!!
Passei o projeto para uma pessoa que realiza treinamentos para funcionarios de hospitais, pq finalmente viram que um hospital é como uma empresa e deveria funcionar como tal. Esta pessoa achou o maximo, "nossa é tudo o que eu tento passar para eles" "vamos apresentar para um hospital que estou realizando treinamentos"
Sabe qual resposta ela ouviu:

" vc esta louca isso é um hospital " (Diretor médico infectologista)

"Imagina isso aqui não é hospital público"

A como eu queria estar nesta reunião.....e pedir para o tal Médico Infectologista me falar sobre os riscos de transmissão de um cão dentro de um hospital...duvido que ele saiba 2 zoonoses e formas de transmissão delas.
Alem do outro infeliz....por isso mesmo, por ser um hospital particular vc tera um diferencial magnifico, algo que só hospitais da Europa e USA possuem!!!coisa de primeiro mundo mané!!

Esta é outra cultura que envolve a TAA, a cultura do voluntariado.
Primeiro que infelizmente a própria cultura do voluntariado em nosso pais é uma catastrofe, as pessoas simplesmente acham que é ir la quando der, quando querem sorrir e ja fizeram sua parte por um mundo melhor!!!

O Tradicional é:

"vc não pode trazer os cachorrinhos aqui para os velinhos se distrairem um pouco"

As pessoas não tem noção sobre o problema que isso pode trazer, imagina que legal, vou la levo os cães realizamos a atividade se cria um vinculo afetivo comigo e com os cães (afinal é esse o objetivo e é através do vinculo que conseguimos os beneficios) e.....nunca mais volto! Ai as pessoas não sabem pq tem alguns idosos dentro de instituições que são arredios e não querem conversa com ninguem, vai ver é pq ele ja perdeu quase tudo em sua vida, sua moradia, individualidade, roupas, horarios que gosta de fazer as coisas, familiares, sociedade...e ai aparece alguem que ele começa a se vincular emocionalmente que conversa com ele e da atenção....mas um dia esta pessoa simplesmente some sem nenhuma explicação, ai ele pergunta para os profissionais que la trabalham pela pessoa e eles repondem "era uma voluntaria....não vem mais não, ela arrumou um compromisso e não pode mais vir"

Por isso acho muito complicado ações pontuais.....da para se fazer? da...mas com muito cuidado e sempre deixando tudo muito claro aos participantes.
Eu particularmente não faço.

A ....tem tb os estudiosos do assunto, alunos assim como eu fui que querem fazer os eu trabalho de conclusão de curso no tema....mas não se dão ao trabalho de pesquisar ou ao menos mudar as palavras da minha tese que eu com toda boa vontade passei para eles utilizarem como referencia e NÃO para copiarem!! Mas em graaande parte isso é culpa das faculdades que hoje em dia parecem mais lojinha de 1,99 onde é só vc passar na prateleira e comprar o seu diploma. Quantas vezes ja não tive que explicar para os alunos destas universidades o que é Comite de Ética em pesquisa. Como pode uma Universidade que possue até cursos de pós graduação não ter um comite de ética!?



Por estas e muuuitas outras tenho medo!!! Medo da banalização da TAA e TAC, Medo das besteiras e estragos irreparaveis que podem ser causados por estas pessoas, oportunistas de plantão ou ignorantes assumidos e atestados.

Eu tb fui um ignorante no assunto, tb não sabia nada a respeito....mas corri atras de quem sabia, pesquisei, li e bato cabeça até hoje atrás de informações que possam me auxiliar e crescer.....



Mas sou cabeça dura e apaixonado pelo que faço, ja lutei contra muita coisa para conseguir o meu objetivo de trabalhar exclusivamente com TAC
O medo serve apenas para me ajudar a transformar a TAA e TAC em algo reconhecido e respeitado como uma forma de medicina complementar. Me lembrando todo dia de disseminar o conhecimento a respeito da TAC para aqueles que vibram como eu com a TAC poderem fazer o melhor possivel pelos pacientes e pelos nossos companheiros de trabalho....os cães!!!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Analise em vídeo da comunicação, durante a interação com cães, de crianças e adolescentes com DG psiquiatrico.

Analysis of child–dog play behavior
in child psychiatry
Anke Prothmann*, Konstanze Albrecht† , Sandra Dietrich, Ulrike Hornfeck†, Saskia Stieber† and Christine Ettrich*
Anthrozoös, 18 (1) . 2005

Processos de comunicação e seus transtornos desempenham um papel importante
na vida cotidiana. Durante as últimas décadas, pesquisadores têm cada vez mais concentrado suas investigações nestes processos, salientando a importancia da comunicação não verbal para as pessoas "normais" e doentes mentais.
De acordo com Delhees (1994), os sinais não verbais são tão importantes quanto os verbais, principalmente para a expressão de emoções. A comunicação não verbal é dificil de ser influenciada conscientemente, e por isso é menos provavel de ser manipulada pelo comunicador, diferente da comunicação verbal.
Sinais não-verbais podem ajudar o parceiro de comunicação a interpretar informações
transmitidas verbalmente, mas também podem ocorrer sem comunicação verbal.
Ao se comunicar com os animais, nós usamos os meios de comunicação principalmente não-verbal como expressões faciais, gestos, posturas físicas e contatos para expressar nossas emoções. Estes sinais não-verbais são difíceis de fingir ou esconder, por exemplo, as pessoas que tem mêdo de cães não são capazes de esconder esse mêdo por mais que tentem. Por isso, é possível observar uma interação direta entre uma criança e um animal para obter informações valiosas no diagnóstico sobre a criança. A partir do ponto de vista dos autores, os cães são particularmente úteis para esta finalidade. Durante a sua domesticação, os cães desenvolveram um alto grau de compreensão dos gestos e expressões humanas, sendo melhores até mesmo que o nosso parente mais próximo, os macacos.
Esta pode ser uma das razões para que a TAC tornou-se amplamente utilizada.
Um grande número de estudos relatam as alterações do comportamento dos indivíduos na presença dos animais. Vários autores (Corson et al. 1977; Redefer e Goodman 1989) relataram uma melhora na interação social, particularmente em terapias com os cães. Redefer e Goodman (1989) encontraram um aumento significativo na interação social e uma diminuição na solidão e isolamento especialmente em crianças autistas, os benefícios ainda eram mensurável, embora em menor grau, mesmo após a terapia ter terminado.
Nielsen e Delude (1989) realizaram um estudo com crianças em idade pré-escolar utilizando animais reais e de brinquedo. Concluiram que os cães, particularmente, eram excelentes catalisadores sociais.
No entanto, vários autores, tais como Limond, Bradshaw e Cormack (1997) apontam que, até agora, ha poucos e detalhados modelos terapêuticos, seja com fins terapêuticos específicos ou para a melhora das habilidades de comunicação em geral. Permanecendo incerto se as mudanças no comportamento atribuído a TAC continuam ou se generalizam ao longo do tempo. Do ponto de vista dos autores, isso é crucial se quisermos medir os efeitos terapêuticos específicos dentro de um modelo terapêutico. Beck e Katcher (1984), bem como Draper (1990), relatam a falta de métodos adequados de pesquisa como uma razão para a ausência de estudos controlados. Vários autores, incluindo Limond, Bradshw e Cormack (1997), têm favorecido o uso de gravações em vídeos e etogramas para investigar as mudanças de comportamento devido às interações com o cão.
Os dados obtidos através da observação direta em TAC pode ser analisado de várias maneiras: elas podem ser usadas para diagnosticar e analisar os déficits comportamentais (ou excessos)em interações, como uma auto avaliação verbal e também podem servir como terapia controle no pré e pós avaliações.
Neste estudo os autores se propuseram a analisar a interação entre crianças e adolescente com doenças mentais e cães de terapia, utilizando como base a hipótese de Watzlawick,Jackson e Beavin´s(2000)de que um indivíduo sobre o qual nós não conhecemos nada pode ser descrito como uma "caixa preta" e que a interação com esta "caixa preta" com seu meio ambiente podem levar a conclusões sobre o indivíduo. Assim, em nossa situação experimental, cão e adestrador de cães foram considerados como estímulos de interação, incentivando especialmente a criança em suas habilidade não verbais. Tomando o trabalho de Olson e Ryder (1970) como referência para o estudo, foi preciso criar uma condição de teste para que as crianças e adolescentes mostrassem suas reações espontâneas e autênticas, provocando específicos padrões de comportamento para diagnòstico. Também precisavam de um método que não requer equipamento especial e foi um dos que poderiam ser facilmente explicável e intuitivamente entendido. Os Autores queriam provocar o comportamento da criança sem que o experimentador desse instruções importantes ou sendo continuamente presente, para que a criança ficasse seriamente empenhada em sua tarefa. A situação de teste desenvolvida com o cão atende a todos estes requisitos.
De acordo com estudos observacionais publicados até à data, incluindo resultados de um estudo piloto de uma interação cão com 18 pacientes (Prothmann,
Schaumberg Ettrich e 2004), parece existir uma grande variedade de estilos de interação dependendo do problema da criança. As diferenças observadas consideram as posturas preferenciais tomadas durante a sessão de terapia com o cachorro, o tipo
e intensidade do contato com o cão e adestrador de cães e comportamento visual.
O estudo teve dois objetivos: 1) desenvolver um inventário adequado para a análise do
comportamento de uma criança ao interagir com um cão e 2) empregar este
inventário para examinar como transtornos mentais influenciam a criança em suas habilidades não-verbais de comunicação. O estudo também analisou precisamente
como os padrões de interação observados podem predizer a doença de uma criança.

Métodos

Participantes:
Um total de 40 crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 19 anos, que
estavam sobre tratamento psico-pediátrico e participantes de TAC foram incluídas no estudo. Os pais assinaram um termo de concentimento para a participação do estudo.
Os critérios de inclusão foram o diagnóstico de qualquer transtorno de ansiedade, anorexia nervosa, bulimia nervosa ou autismo, cumprindo os critérios da CID-10, e tendo que participar de uma sessão inicial de pelo menos 25 minutos. Haviam dez pacientes em cada grupo diagnóstico. Estes distúrbios foram escolhidos porque estão claramente definidos e coerentes e por serem diagnosticados com precisão.
Além disso, observações anteriores haviam mostrado que houve clara comunicação diferenciada nas crianças que sofrem destes problemas. Fatores de exclusão foram de fobia ao cão, alergia a pêlo do cão e doenças infecciosas.
O estudo não explorou possiveis diferenças de interação relacionadas a sexo e idade, este deve ser um objeto de estudo separado com participantes saudáveis.
Os cães utilizados na pesquisa eram cães certificados como cães de terapia e companhia: pointers, pastores e terriers.

Procedimentos:
As sessões de terapia foram realizadas no estúdio de vídeo de 25m² do hospital sem mobilia. Estavam presentes no estúdio uma criança, um cão, um adestrador de cães (DH) e uma enfermeira da ala conhecida pela criança (acompanhante, AP). As sessões de terapia foram gravadas por duas câmeras de vídeo (F Panasonic S-VHS 10 Mark II) colocadas diagonalmente opostas e havia quatro microfones direcionais instalados no teto. As câmaras eram controladas a partir de uma sala adjacente e as imagens foram gravadas ao mesmo tempo que eram codificas por um técnico de vídeo.
Todas as crianças tinham os mesmos brinquedos para interagir com o cão à sua disposição. Após uma breve introdução pelo adestrador de cães, as crianças puderam interagir com o cão como elas desejavam. Não houve restrições adicionais ou instruções. Conversas entre a criança e o adestrador de cães ou acompanhante foram
possível, mas não obrigatórias. O adestrador de cães e acompanhante foram instruídos a intervir na interação da criança com o cão somente quando necessário.
As gravações de vídeo foram analisadas usando um software de computador especial
para a análise de interação (Interact ® Version 6.9, Mangold GmbH Arnstorf,
Alemanha) e um gravador de vídeo controlado por PC, que poderia ler códigos de tempo
(VCR Panasonic AG 7355).

Categorias de Codificação e Confiabilidade
Em primeiro lugar, todos os comportamentos das crianças que ocorreram quando elas interagiram com o cão e as pessoas presentes, foram gravados em duas fitas como base para amostra. Em segundo lugar, todos os códigos individuais foram agrupados para formar um sistema de codificação de múltiplos estágios constituídos por quatro categorias principais: postura, contato visual, comportamento em relação ao cachorro e comportamento com relação ao adestrador de cães / pessoa acompanhante (DH / AP).
Os códigos das categorias de comportamento precisam ser simples, de forma inequívoca
identificáveis, e independente da interpretação do observador, mas sendo um documento compreensivel do comportamento de cada criança. Cada comportamento foi codificado continuamente por 25 minutos. Sempre que um determinado comportamento
aparecia, o tipo, a freqüência (contagem) e a duração foram codificados em quadros
e segundos, pressionando definidas teclas de um teclado de computador.
Na categoria "postura", foi gravado em pé / andando, sentado, ajoelhado, de cócoras, deitado, "standing bent forwards" e rastejando. Para "Contato visual", foi gravado se a criança olhou para o cão ou para o adestrador de cães / acompanhante. Na categoria "comportamento em relação cão" foi gravado as tentativas da criança de entrar em contato com o cão: chamar / falar para a interação verbal, acariciando, quando tocar o cão com as mãos, abraço / carinho quando a criança abraçou o cachorro ou se colocou ao lado dele. Como "convite para brincar" foi incluído todas as tentativas da criança de interagir ludicamente com o cão. Com o "distanciamento" incluiu todas as tentativas de fugir do cão como sair de perto, colocando suas mãos na defensiva diante do seu corpo, afastando / levantando as mãos, ou virando a cabeça para o outro lado. Na categoria "comportamento para adestrador de cães / acompanhante(DH / AP)" foi gravado como e quantas vezes o parcerio de interação humano brincou com a criança. Conversando com o adestrador de cães ou o acompanhante ou respondendo às suas perguntas foram codificadas como "conversação"; tocar um deles, segurando-se a eles ou sentado em seu colo foram codificadas como "contato físico com DH / AP".
Todos os avaliadores tinham experiência em codificação de interações humanas e foram
intensamente treinados com vídeos que serviram de exemplo antes de participar da codificação e análise. Cada sessão foi dividida em cinco séries de cinco minutos cada para a análise, as categorias foram codificadas uma após a outra, em quatro diferentes tempos. Com exceção da catewgoria conversa e chamar / falar, a codificação foi feita com o som desligado.
Quatro avaliadores treinados foram utilizados, mas eles não tinham conhecimento dos distúrbios das crianças ou das hipóteses. Para calcular a confiabilidade, um avaliador adicional codificou 20% das gravações de vídeo. O grau de correlação
entre dois examinadores foi estabelecida pelo cálculo de Kappa de Cohen, com o
valores resultantes: a postura de 0,95 (muito bom), contato visual 0,75 (bom),
comportamento para com o cão 0,65 (bom), e para a DH / AP 0,55
(Moderado, Landis e Koch, 1977). A confiabilidade relativamente pobres na categoria "comportamento em relação aos DH / AP" pode ter cido reduzida para a variável conversa, pelos diferentes tempos de reação dos dois avaliadores distorcendo
o resultado.

Procedimentos Estatísticos
Todos os cálculos estatísticos foram realizados utilizando o programa SPSS ® versão 11. Para cada participante, utilizamos as medições da freqüência de eventos (c) e total de duração (s) em questão de segundos durante a sessão de 25 minutos, bem como o resultado média duração (ms = s / c) o comportamento da variável correspondente.

Resultados
Encontramos diferenças significativas entre as alterações em todas as categorias observadas.

Postura:
Os testes de Kruskal-Wallis mostraram que houve diferenças significativas na
duração média da variável em "pé / andando" e na freqüência e duração da categoria "standing bent forwards" entre os grupos de diagnósticos. A postura deitado foi observado em todos os grupos menos no grupo de pacientes com anorexia

Contato Visual:
Testes de ANOVA e Kruskal-Wallis revelaram que foram altamente significativas as diferenças entre os pacientes no total e na média de duração do contato visual
com o cão e em tempo médio de contato visual com DH / AP. As comparações múltiplas mostraram diferenças altamente significativas no comportamento visual para o cão entre o grupo com autismo e outros pacientes. Em média, as crianças autistas olharam para o cão oito minutos a menos do que outros pacientes. O tempo médio de contato visual com o cão também foi significativamente diferente entre os pacientes autistas e bulímicos. Isto é, quando os autistas fizeram contato visual com o cão, o contato teve um tempo menor em relação as crianças com outros distúrbios. A duração média do
contato visual com o AP / a DH em pacientes com anorexia, por outro lado, mostrou significativamente tempos menores de contato visual quando comparado com os pacientes do grupo com transtorno de ansiedade e autistas.

Comportamento em relação ao cão:
Esta categoria reflete como as diferenças na variável "contato visual" afetam o comportamento em relação ao cão. Os testes revelaram diferenças significativas
entre os grupos no total e na média de duração da variável carinho. Ao que se refere ao comportamento de distanciamento do cão, não foram altamente significativas as diferenças entre os grupos, na freqüência, duração total e média de duração. As comparações múltiplas mostraram que novamente os pacientes autistas eram muito diferentes dos outros grupos de diagnóstico: eles acariciaram o cão consideravelmente menos do que as desordens de ansiedade e bulimia. Pacientes com transtornos de ansiedade tiveram a maior duração do carinho de todos os pacientes. Comparado com os pacientes com anorexia, houve uma grande diferença na significância. No grupo com autismo, as fases do comportamento de distanciamento do cão foram maiores do que todos os outros pacientes.

Comportamento em relação a adestrador de cães Pessoa / acompanhamento
(DH / AP):
Esta categoria reflete a comunicação inter-humana. O contato com as pessoas presentes foi importante para as crianças, mas o contato físico com DH / AP só foi observado em crianças autistas. Com relação à variável conversa, houve uma diferença significativa na freqüência e uma diferença altamente significativa no tempo médio de interação verbal entre os grupos. As comparações múltiplas mostram que, nessa categoria, o transtorno de ansiedade e pacientes com anorexia eram diferentes dos
outros dois grupos. Pacientes com transtorno de ansiedade falaram muito menos com as pessoas presentes que os pacientes com bulimia. A duração média do contato verbal também mostrou diferenças entre anorexia, transtorno de ansiedade, pacientes com anorexia e autismo.

Análise Discriminante:
Foi utlizada a análise discriminante, para saber quando e como os dados obtidos de observação poderiam prever o diagnóstico do grupo ao qual o paciente pertencia. Parece razoável empregar as variáveis uma vez que houve uma diferença significante entre os grupos(em valores médios na análise de variância), e incluí-los gradualmente de acordo com sua importância para a função discriminante. As variáveis foram incluídas quando aumentaram significativamente a distância (distâncias de Mahalanobis) entre os grupos mais próximos de diagnóstico.

"......"

Na base das funções acima, 77,5% dos 40 participantes puderam ser atribuído ao seu grupo correto de diagnóstico, 90% dos anoréxicos e pacientes autistas, 70% dos pacientes bulímicos e 60% de disturbios de ansiedade poderiam ser classificados corretamente usando apenas seu comportamento individual de dados. Este resultado é consideravelmente mais elevado do que a probabilidade esperada, a priori, de 25% para cada grupo diagnóstico.
"......"

Discussão

Estilo de interação dos pacientes anoréxicos:
É interessante notar que o comportamento de se deitar aconteceu em todos os grupos menos no grupo de anorexia. Também interessante foi o fato de que os pacientes anoréxicos exclusivamente sentaran-se em cadeiras e nunca no chão, o que parece ser uma diferença de importância qualitativa quando comparados com os pacientes bulímicos. Pacientes anoréxicos tendem a evitar posturas confortáveis, eles preferiram posições desconfortáveis associadas ao maior consumo de energia, por exemplo, de cócoras ou excessivamente curvado para a frente e de pé, e não gostaram de descer ao nível do cão. Isso pode estar relacionado com o medo típico de calorias na anorexia nervosa.
Pacientes com distúrbios de anorexia tendiam a se comunicar menos com DH / AP e exibir seqüências rígidas de interação, com pouca variação. Os encontros
com o cão aparentaram ser bastante estáticos, frios, distantes e insensíveis.

Estilo de Interação do pacientes bulímicos:
Pacientes bulímicos parecem ser os que estavam mais à vontade na interação. Eles estavam mais interessados nas pessoas presentes e puderam iniciar o contato verbal rapidamente, mas a interação com o cão tendeu a ser bastante curta e casual. Embora este estudo não analisou o conteúdo da interações verbais com a DH / AP, gostaríamos de mencionar o fato de que os pacientes bulimicos conversaram com AP / DH em um nível muito mais pessoal e mostraram uma maior consciência de seu transtorno em relação aos pacientes com anorexia. Eles pareciam apreciar a interação verbal e conversaram bastante e com mais freqüência do que outros pacientes. Comparado com o grupo de anorexia, os encontros aparentaram ser mais dinâmicos e bem mais emocionais.

Estilo de interação dos pacientes autistas:
As crianças autistas foram as que mais diferiram dos outros pacientes. As diferenças significativas no comportamento visual e no comportamento com o cão, e a observação de que apenas os pacientes deste grupo procuraram ativamente o contato físico com as pessoas presentes, do nosso ponto de vista isto reflete a gravidade da desordem de sua comunicação e interação.
Embora os pacientes autistas pareciam olhar mais frequentemente o cão do que os pacientes com desordem de ansiedade e pacientes com anorexia, as fases de contato visual foram tão breves e fugazes que a duração total do contato visual com o cão foi 3 vezes menor que a dos outros pacientes. Isso não é surpreendente, devido ao disturbio em relação ao contato visual nas interações sociais ser um dos mais relevantes critérios de diagnóstico no autismo.
Os autistas não podem receber informações suficientes sobre mudanças de comportamento do cão, assim o comportamento do animal permaneceu imprevisíveis para eles. Isso levou-os a procurar ativamente o contato com as pessoas presentes, especialmente com o adestrador de cães, para obter segurança. Este contato reduzido também se refletiu em seu comportamento para o cão: na média, os pacientes autistas acariciaram o cão dois terços a menos do que as outras crianças. A interação de crianças autistas foi caracterizada por consideráveis fases mais curtas de contato positivo com o cão e fases mais longas de distanciamento, comparando com a dos outros pacientes. Do nosso ponto de vista o comportamento das crianças autistas demonstraram um medo típico de alterações e foi também uma expressão da gravidade na desordem de comunicação no autista.


Estilo e Interação dos pacientes com transtorno de ansiedade:
Foram completamente o oposto os tipos de comportamento observados nos paciente com transtorno de ansiedade em relação a todos os grupos de diagnóstico mostrando menores tentativas de distanciamento e menos medo do cão. Foi o contato social inter-humano que pareceu ser mais problemático para eles. Poucos casos de contato verbal
com a as pessoas foram registrados para este grupo, mas, uma vez que havia superado sua timidez inicial e interação verbal teve lugar e a interação durou mais tempo do que com os outros pacientes, o que poderia ser interpretado como uma expressão de confiança crescente. Especialmente pacientes com transtorno de ansiedade utilizam o acariciar prolongado ao cão como uma estratégia de auto-relaxamento para superar
sua timidez em relação as pessoas presentes. Assim, a presença do cão ajudou
estes pacientes a interagir com as pessoas presentes.

Conclusões
Com base nos comportamentos codificados, foram encontradas em todas as categorias de observação diferenças significativas nos valores médios entre os grupos de pacientes. Pacientes com diferentes diagnósticos mostraram diferenças em suas comunicações não-verbais e interações com o cão e com as pessoas presentes. Usando a análise discriminante sobre as medições destes diferentes padrões de interação, quase três/quartos de todos os pacientes poderiam ser atribuídos aos grupos diagnóstico correto.
Em resumo, as conclusões são as seguintes:
1. O caráter altamente estimulante do cão leva a criança a livre
e espontânes interações com o animal. Essas interações espontâneas faz possivel a observação direta das capacidades não-verbais de comunicação.
2. Os grupos de pacientes observados apresentaram basicamente estilo de interações diferentes que podem ser filmados e interpretados. As informações comportamentais
obtidas sobre as crianças é tão altamente específicas que podem ser utilizadas para atribuir a eles os grupos diagnósticos corretos. Isto confirma Watzlawick, Jackson e Beavin´s (2000) sobre a teoria da "caixa preta" que permitiram que de acordo com observações da interação podemos tirar conclusões fundamentais sobre o indivíduo observado.
3. Com base na análise diferenciada dos estilos comportamentais, podemos reconhecer os déficits-diagnosticos de interação específicos e desenvolver específicos objetivos terapêuticos e tratamentos. Com os pacientes que sofrem de transtornos alimentares, especialmente a anorexia, seria adequado concentrar-se em normalizar suas preferências a posturas desconfortáveis e rígidas realizadas na TAC. Na TAC com as crianças autistas, por outro lado, o principal objetivo poderia ser a de ajudar a criança a abordar o animal, do qual ele tem medo por causa de seu comportamento imprevisível, e através de um processo gradual incentivar a criança a experiência de
interação sem medo.
Terapia Assistida por Cães constitui em uma valiosa contribuição para o processo convencional de psico-diagnósticos, com a vantagem em permitir introspecção ao repertório comportamental da criança. Lidar com os animais é altamente interessante para as crianças, é orientado pelas próprias experiências da criança e é independente da cognição da criança e suas competências de reflexão e autenticidade. O estudo levanta algumas questões interessantes. Por exemplo, não sabemos quanto o comportamento "interspecific" entre cão-criança representa o comportamento "innerspecific" exibido entre criança-criança (A validade do sistema de categoria). Se eles estão intimamente ligados, pode certamente ser possível usar a TAC para treinar os pacientes em comportamentos pró-sociais adequados para encontros criança-criança.




Obs: Artigo muito interessante porem dificil de passar as idéias para o portugues. Se houver interesse no original por favor deixar e-mail nos comentarios.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Libra futura cadela terapeuta

Vou dar uma pausa nos artigos e escrever um pouco sobre esta figura.
A 15 dias atrás, eu e nossa querida amiga e excelente profissional Sara da Tudo de Cão fomos até a casa da criadora de Bernese Aline.
Posso dizer que tenho um caso antigo com a Aline, mais ou menos 5 anos.... não é nada disso que estão pensando...... Nosso caso envolve os cães e o trabalho que desenvolvo, quando ganhei a Flora (sim todos os meus cães foram doados) comecei a me interessar por esta magnifica raça, através do Clube do Bernese conheci a Aline que logo se mostrou muito curiosa e entusiasta do trabalho com os cães. Trocamos diversos e-mails, scraps etc... e sempre ela deixava claro que assim que possível me daria um filhote para trabalhar com TAC. Mantivemos contato por todos estes anos sempre conversando sobre os cães, o trabalho com eles e as excelentes idéias de nutrição de cães que ela tinha.
Chegamos a nos encontrar um dia para discutir possiveis parcerias.
Mas nunca dava certo o tão sonhado filhote....até que a uns 3 meses atrás ela entrou em contato comigo e me disse que tinha uma Filhotona de 9 meses me esperando, fiquei entusiasmado com a idéia e estava mesmo em busca de um novo cão para trabalhar. Quem ja participou das minhas aulas ou palestras ja ouviu eu dizer "...quem tem um cão de trabalho não tem nenhum...." isso pq se ele ficar doente, o que vc faz....senta e chora!?....
O dificil foi convencer minha esposa, haviamos mudados a pouco tempo para a nova casa e nem grama tinha, imaginem um terreno de quase 1000m² só de terra com dois cães, sendo um filhote.....Lama total literalmente!! Consegui convencer a Aline a ficar com a filhota mais uns dias para dar tempo de pelo menos a grama pegar e diminuir o barro, quando resolvi ir buscar a cahorrinha, ficamos mais umas 3 semanas para conseguir combinar os horarios. Enfim marcamos de ir avaliar a filhota, tudo certo....ou quase....um dia antes a Aline me liga falando que a filhota, que se chama Reike, estava brincando com o seu irmão e rolou um barranco, subiu mancando e tiveram a suspeita que ela havia quebrado a pata.....puts!! A coitadinha foi pro vet, RX, US etc...e descobriram que ela havia apenas tido uma torção....acupuntura, repouso, anti-inflamatório....ela melhorou. Cominado de ir avaliar de novo....no dia anterior novamente ela me liga...."ela voltou a mancar e esta protegendo a pata, não deixa agente encostar..." ai caramba....ta de rosca!!! Resumo da opera Reike, a tadinha esta hoje na sua terceira cirurgia para reincerção de um tendão da pata que se rompeu durante a recuperação, ela não para quieta então esta super complicado a recuperação.
Beleza...pensei comigo....não era para ser!!!
Voltei a busca de um novo cão, estava pensando em uma vira-lata, porte médio, filhote....postei no Twitter, facebook etc... que estava atrás de um cão com um certo perfil para trabalhar com TAC. Ninguem respondeu!! bom...uma hora eu consigo um novo cão!!
Para minha surpresa a Aline me liga de novo..." Vinicius, então tenho uma outra cachorra para vc....só que é adulta...a mãe da Reike....a Libra, acho que ela tem o perfil que vc quer"
Voltamos a parte de convencer de novo a esposa que queria um filhotinho para curtir a fase destrutiva etc...heheheheh
Então a 15 dias atras fui com a Sara avalair a Libra, na avaliação demonstrou ser uma cachorra um pouco ansiosa, bastante ativa, nenhum sinal de agressão ou reação indesejada, sem medos aparentemente a não ser de fogos, mas nada absurdo!
Fiz um acordo com a Aline, 15 dias ela comigo, daqui 15 dias falo se fico ou não com ela.
Chegando em casa ja sai com ela e com a Flora para passear, orientações da Sara...
Ela e a Flora se deram razuavelmente bem, a Flora como sempre ignorava a presença de outro cão.
Com o passar destes 15 dias fui conhecendo um pouco da cabeçudinha (ela tem mesmo um cabeção avantajado heheheh)uma cachorra de 2 anos, muleca, brincalhona e muito educada, não sabe nada de adestramento e comandos, porem sabe muito bem o que Não, sabe não sair na rua quando o portão abre e obedece sempre. Muito mais ativa que a Flora, corre bastante, pula e chama as pessoas para brincar. Totalmente dada com todos, minha vizinha que ama cães e gatos (8 cães e 12 gatos na casa) no segundo dia ja era a melhor amiga da Libra.
Cachorrinha figura, animada e brincalhons, seu unico defeito é pular quando muito exitada, algo que podemos com o tempo trabalhar.
Agora estou aqui, pensando se fico com a Libra ou não................sera que vale a investimento de tempo e dinheiro para ela se tornar um cão terapeuta!?........
Preciso dar a resposta a Aline hoje!!!
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

Olho para a porta da cozinha!!!
.
.
.
.
..
.
.
.
..
.
.
.
..
.....






è acho que vou ligar ou escrever para a Aline, falando que esta ja é minha...e em breve estara auxiliando pessoas a terem uma vida melhor!!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Comunicação não verbal e TAA com pacientes Esquizofrenicos

An exploratory study of the effect of animal-assisted therapy on nonverbal connmunication in three schizophrenic patients
Zokan Kovaa'Judit Bulucz; Renata Kis\ and Lajos Simot)'* Semmelweis University, Faculty of Medicine, Department of Psychiatry and Psychotherapy, Budapest, Hungary t Tetra-2002 Foundation, Fot, Hungary
(Anthrozoos, 19(4) - 2006)

Esquizofenia é caracterizada pela presença de delirios, alucinações, incoerência de associações, comportamento catatonico, comportamento afetivo inapropriado e comprometimento social. Comportamentos negativoas como: pobreza na linguagem, embotamento afetivo, apatia é encontrada em 80% a 95% dos pacientes e é considerado o maior fator de resistência ao tratamento. Junto aos sinais e sintomas o paciente tb apresenta um baixo nivel de atividade social e funcionamento.
Ha evidencias que pacientes esquizofrenicos possuemdificuldades de expressão e reconhecimento de expressões verbais e não verbais.
O paciente esquizofrenico apresenta uma relação entre seu comportamento fisico e seu processo cognitivo.
O tratamento da esquizofrenia continua sendo algo dificil, o tratamento farmacológico evouliu muito nos ultimos tempos e é a base de tratamento dos pacientes. Porem eles possuem uma melhor ação se acompanhados de tratamentos psicologicos. A terapia comortamental vem demonstrando bons resultados assim como o treinamento em comunicação asertiva e habilidades sociais.
A presenão de um animal de companhia pode trazer efeitos positivos globais ou em parametros especificos de uma pessoa. Donos de animais de estimação estão propensos a uma saúde melhor que os que não são donos: apenas 6% dos donos que sofreram ataque cardiaco morreram após um ano, contra 28% das pessoas que não possuiam animais de estimação(Friedmann et al. 1980).Donos de animais de estimação possuem niveis mais baixos de fatares de risco coronariano como, pressão sanguinea e niveis de colesterol (Anderson, Reid and Jennings 1992). Animais de terapia tambem demonstraram aspectos positivos em certos sintomas psicologicos, incluindo lidar melhor com o estresse e ansiedade(Katcher, Segal and Beck 1984; Jenkins 1986). Terapia Assistida por Animais em compração com terapia recreacional, provou que tamebm é efetiva na redução de ansiedade em pacientes psicóticos (Barker and Dawson 1998).
A poucos estudos sobre os efeitos da TAA com pacientes esquizofrenicos. Idosos esquizofrenicos, após ocmpletarem 12 meses de trabalho com a TAA, demonstraram um aumento nos niveis de socialização e atividades diarias, tb apresentaram um impacto em seu bem estar geral(Barak et al. 2001). O niveis de habilidade de vida independente melhoraram após 9 meses de TAA em um grupo de pacientes esquizofrenicos internados(Kovacs et al. 2004). Melhora no lazer e motivação foram os resultados após 10 semanas de TAA se comparado a pacientes ~que não foram tratados com a TAA(Nathans-Barel et al. 2005).
Este etudo buscou examinar os beneficios da introcudção da TAA no tratamento de pacientes esquizofrenicos cronicos que recebem tratamento em uma clinica daycare.
A hipotese é que a TAA possuem valores terapeuticos e que ira melhorar a comunicação não verbal dos pacientes no final do periodo de tratamento. A alteração global dos movimentos não verbais é um inidcador mais quantitativo do que qualitativo da eficacia terapeutica e não necessariamente reflete uma alteração util ou relevancia clinica. Por isso o estudo ira avaliar o pré e pós-tratamento as alterações não verbais de comunicação investigando os sub-componentes da comunicação não verbal. A alteração da comunicação não verbal dos pacientes se mensurada e avaliada através de video em situações de "role-play". A primeira avaliação sera realizada no inicio da terapia e a segunda após 6 meses de tratamento.

Metodologia:

5 participantes, caucasianos, com idades de 32 a 71 anos. Todos com dg de esquizofrenia segundo os paramentros da DSM-IV. Todos possuem serias disfunções sociais. Ao término da pesquisa foram avaliados apenas 3 pacientes. Um teve agravamento do seu quadro por desenvovler Parkinson e outro por apresentar indice de falta maior que 50% por apresentar sintomas psicóticos e problemas em seu casamento.
O coordenador do grupo foi um psiquiatra com experiencia em terapia comportamental e cognitiva, tamebm participaram estudantes de psicologia. O cão utilizado foi uma fêmes de boxer que atendia todos as necessidades para o trabalho. Após 5 semanas foi introduzido tambem uma femêa de Bichon Frise para prevenir aspectos negativos de ansiedade minimizando os riscos causados pela saida do cão terapeuta ao término da pesquisa.

Sessões realizadas semanalmente por 6 meses com duração de 50 min. O foco das sessões era melhorar as itnerações sociais e comportamentos adaptativos simples e mais complexos. Uma sessão normal começa com o aquecimento onde o cão passa pelo local fazendo contato com todos os pacientes. Durante a terapia o objetivo principal é mantes elevado o nivel de motivação e melhorar o bem estar geral dos pacientes, deixando eles falaram abertamente sobre seus problemas ou boas experiencias em um confortavel e rpazeiroso ambiente. Em uma fase mais orientada os terapeutas tentaram melhorar as comunicação verbais e não verbais, funções psicomotoras, concentração, deixando os pacientes acariciarem e darem comida ao cão e introduzindo exercicios especificos. Para melhorar a forma do grupo e coerencia, os pacientes não deveriam se comunicar apenas com os terapeutas mas tambem com os outros pacientes, dando uns aos outros instruções, continuando exercicios começados por outrose fazendo comentarios positivos como reforço entre si. Foi utilizado dinamicas (role-play) com a ajuda e presença do cão terapeuta para melhor o desenvolvimento e adaptação da comunicação verbal e não verbal, gestos e conseguencias, comportamentos adaptativos em certas situações. Na experiencia prévia com pacientes esquizofrenicos os autores perceberam que frequentemente estes apcientes desenvovlem um forte laço afetivo com os cães terapeutas. Por isso foi clara a importancia na TAA de não prejudicar o paciente com a retirada abrupta do cão terapeuta. Para reduzir a possibilidade de efeitos begativos 5 semanas antes do final do trabatamento foi introduzido outro cão.

Foram cruzados os resultados pré e pós tratamento. A comunicação não verbal foi gravada e computadorizada 2 vezes, antes do inicio e após o término do estudo com duração de 6 meses. Foi utilizado o "Budapest Gesture Rating Scale" um software que detecta diferenças na comunicação não verbal. O desenvovliemnto da escala foi baseado em "Rudolf von Laban's widely
used movement-notation system (Laban 1975), on Desmond Mords' gesture typology
(Morris 1994), and on Bull's body movement scoring system (Bull 1987)."

Resultados:

Paciente P, mulher 53 anos. Sorridente, coperativa e gostou das sessões. Ela ia em direção ao cão diretamente quando entrava, só após dar um beijo no cão é que se direcionava aos terapeutas perguntando seus habitos alimentares e brincadeiras. ao final do tratamento um grande vinculo foi criado, mas com a introdução do novo cão a separação não foi tão estressante. As analises pré e pós tratamento demosntraram mudanças positivas na anatomia dos seus movimentos. Aumentou o uso do seu ombro e das duas mãos. O espaço tb mudou positivamente, utilizou mais movimentos pequenos laterais, e atras do corpo em sua comunicação. Aumentou tambem a complexidade de seus gestos: cabeça, abdomem, abdomem inferiror. Tambem apresentou mais movimentos "espalhados" após o tratamento

Pciente K, mulher, 45 anos. Vive uma vida "autistica" é levada para o hospital todos os dias pela irmã. Não se socializa nem se comunica com ninguem dentro do hospital, quando questionada se responder, responde muito baixo a ponto das pessoas não ouvirem. Muito interessante porem não mensuravel foi a sua progressão na comunicação verbal, ficando mais "entendivel", principalmente dando comandos ao cão a longa distancia. Expressou seus sentimentos através de desenhos. Em contraste aos outros pacientes, seus desenhos são cheios de emoção, cor e tudo é de facil reconhecimento.
A analise anatomica dos movimentos de K mostrou que ela usou mais seus ombros e gesticulou mais com as duas mãos após o tratamento.
Analisando o uso do espaço, K teve mais "gestos estreitos" laterais após o programa de tto, mas em contraste a paciente P ela não realizou estes movimentos no espaço central do corpo. A complexidade dos movimentos tb melhorou após o tratamento: realizou mais gestos atrás do corpo, na altura do abdomem, abaixo do abdomem, na altura da cabeça, utilizou mais gestos "espalhados" e "pertos".
A dinamica gestual mudou apenas a respeito dos toques (de 45% para 69,2%).

Paciente B, homem 32 anos, diagnostico de esquizofrenia paranóide. Amigavel mas desconfiado com o cão por ser hipocondriaco. Após muitas repetições da equipe que o cão estava limpo e com as vacinas em dia B começou a ficar mais envolvido com as atividades e o tratamento, especialmente nas dianmicas e atividades de habilidade social. Seu maior sintoma psicopatológico era ansiedade, desconfiança, pensamento com conteudo usual e comportamento bizarro. O comparativo do pré e pós tratamento da comunicação não verbal mostrou que a anatomia dos movimentos mudaram positivamente: utilizou mais os movimentos de ombro.
O espaço tambem mudou: o numero de "gestos estreitos" lateraias mudou bastante (de 34.6% para 86.6&), e a maioria dos movimentos seguiu este segmento. Assim como K não houve alteração no espaço central. A cabeça foi mais utilizada, o numero de gestos abaxio do abdomem tambem aumentou, mas o numero de gestos na altura do abdomem diminuiu, portanto houve um grande aumento no tamanho dos movimentos. Os gestos "espalhados" apresentaram uma pequena baixa assim como os "pertos". Houve um aumento nos gestos auto orientados de B.
O numero de gestos de toque tambem aumentaram.

Discussão
Na tentativa de avaliar a eficacia da TAC na comunicação não verbal de pacientes esquizofrenicos foi avaliada as caracteristicas da comunicação não verbal dos pacientes em situações normais. è obvio que quanto mais familizrizados com a situação terapeutica e as atviidades melhor é o padrão de comunicação. Para melhorar e deixar os testes mais objetivos foi escolhida situações que não faziam parte da TAC e com terapeutas diferentes. Consideramos que as melhorias durante as sessões são importantes, porem estas alterações positivas deveriam sergeneralizadas para a vida diaria dos pacientes. Para isso a comunicação não verbal dos pacientes foi avaliada através de video feitas em situações normais e com pessoas normais que poderaim ter acontecido em seu dia a dia.
A mudança geral do numero de movimentos reflete um aspecto quantitativo e não necessariamente uma melhora na qualidade da comunicação não verbal do paciente. Os diferentes sub itens da comunicação não verbal possuem diferentes objetivos, foi investigado estes sub-itens para avaliar em que aspecto especifico a mudança e resultado com a TAC.
A anatomia dos movimentos melhorou em um paciente e em parte em outro. Uma vez que a caracteristica fundamental do esquizofenico é a diminuição de movimentos e atividades, espontaneos ou induzidos, uma alteração positiva neste aspecto é bastante substancial e pode diminuir e generalizar para outros sintomas negativos.
O espaço utilizado mudou positivamente em todos os pacientes. Foi observada uma expansão do espaço tuilizado pelos pacientes, os gestos não eram restritos a determinados segmentos do corpo e nem proximos ao corpo e o tamanho dos movimentos aumentou. A conclusão é que a complexidade dos moviemntos aumentou.
A alteração na dinamica dos gestos e toque foi grande em um dos pacientes, nos outros houve apenas um aumento no parametro de toque. Pessoas que sofrem de isolamento social perdem a oportunidade de ter um contato fisico regular e saudavel com outros. A TAC tem o foco em tocar e sentir um "objeto" vivo, portanto os pacientes se tornam mais familiarizados com o contato fisico. Esta pode ser uma explicação para a numero elevado de toques após o tto.
Ao final da terapia a "regulação" de gestos melhorou em apenas um paciente, isso quer dizer que ele teve uma melhora nesta area que significa um controle melhor da conversação.
Os resultados demonstraram que a introdução da TAC em pacientes esquizofrenicos cronicos pode melhorar caracteristicas não verbais de comunicação. Como sabemos que a comunicação não verbal tem um papel importante nas relações interpessoais, esta melhora porvavelmente ira melhora a comunicação dos pacientes tendo uma alteração positiva em sua vida social diaria.
Por ser uma pesquisa piloto o numero de individuos e a falta de um grupo controle tras faz com que não possamos observar a possibilidade de um efeito placebo. Os aspectos positivos devem ser observados sobre um aspecto especifico no contato regular dos pacientes, equipe terapeutica e incorporação de um cão terapeuta no programa de tratamento.
Mesmo os pacientes descartados para avaliação participaram de algumas sessões.
A motivação e satisfação sobre o tratamento é determinante e muito importante para determinar a eficacia da terapia por que como Lambert e Naber(2004) relatam, a satisfação do paciente parece estas fortemente relacionada a sua boa vontade em permanecer no tratamento psico social e famracológico consequentemente em seu resultado sintomatico e fincional.
"Esses sentimentos e experiências subjetivas sobre a terapia "ideal" está em consonância com a teoria sobre o modo de ação da TAC, que afirma que para as pessoas com deficiência mental ou física, os animais podem servir como modelos, facilitadores sociais e amplificadores de reatividade emocional (Fine, 2000). Todas estas observações e os estudos sugerem que os animais podem ser incorporadas no tratamento e reabilitação até mesmo nos casos mais graves de pacientes que sofrem de doença mental. "

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Workshop sobre leitura assistida por cães



Excelente, um sucesso...foi assim o workshop de leitura assistido por cães que a Associação Viva e Deixe Viver proporcionou em parceria com a TAC no seu III Workshop A Descoberta do Brincar e Contar Histórias na Saúde Mental.
Não havia nenhuma pretenção de falar sobre leitura, pedagogia, técnincas de aprendizado etc... afinal isso não é minha especialidade. O que quis passar no workshop e acho que consegui foi o basico que as pessoas precisam saber para implementar um programa de leitura assistida por cães.
E esse é um dos objetivos da TAC ensinar as pessoas independente das suas especializações e areas de atuação a como introduzir o cão como mais uma "ferramenta" ou "técninca" dentro do seu trabalho.
Passei a todos algo basico sobre AETAA, beneficios, o porque de se utilziar o cão, como ele pode ser inserido nas atividades de leitura etc...
Para este worshop venho trabalhando o comando "Ler" com a Flora a uns 20 dias, ela ainda não estava pronta, o comando ainda tinha que ter reforços em um pequeno espaço de tempo, não havia cido feito com outra pessoa lendo alem de mim e minha esposa e muito menos em ambiente diferente.
Mas ao término da parte teórica fomos nós para a atividade pratica, expliquei aos alunos a situação em que a Flora se encontrava etc... Mas assim que ela viu o contador de história pegar os livros seu comportamento mudou e ja ficou atenta ao que iria acontecer. Sem combinarmos nada ele começou por uma histório onde ele só iria mostrar cartazes, algo que a FLora nunca havia feito, e não é que ela prestou uma super atenção nos cartazes, e cada vez que ele trocava de folha ela ia em direção a história quase encostando seu fucinho demosntrando um grande interesse, aproveitei e reforcei bastante seu comportamento.
Na hora da leitura a Flora se comportou muito bem, fazendo direitinho seu papel de ouvinte atenta a história, chegou a deitar sua cabeça no colo do contador e ficar olhando para o livro atentamente....um sucesso.
Muito Obrigado a nossa adestradora Sara da Equipe Tudo de Cão pelas dicas e orientação nos treinamentos da Flora.
Com o sucesso do workshop recebemos até um convite para repetir a dose em breve, vamos ver o que acontece.....