quarta-feira, 28 de maio de 2014

Curso da TAC+ em parceria com a Pet Terapia de Porto Alegre

Nosso palestrante e diretor da TAC+ Vinicius F. Ribeiro esteve no final de semana passado ministrando um curso em parceria com a Psicóloga Karina Schutz da Pet Terapia de Porto Alegre no Rio Grande do Sul. O evento foi um sucesso e teve sua lotação máxima. 

Confira mais em nosso site http://www.cursotac.org.br/blog/



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Uma nova TAC

A TAC + é a associação de duas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (TAC+ABRAHIPE), que unindo seus potenciais e conhecimentos tem como objetivo a prestação de serviços na elaboração, execução e gestão de projetos sociais nas áreas da saúde humana, cultura, educação e inclusão social utilizando como base de seus programas a Interação entre o Homem e os Animais.
     Com o nascimento da TAC+, nasce também um novo centro de atendimento e estudos em Intervenções Assistidas por Animais o Espaço Zilda Arns de Intervenções Assistidas por Animais.


tac@tac.org.br
 www.tac.org.br

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Curso “Cães auxiliando no bem estar humano”

A TAC buscando expandir e multiplicar os benefícios terapêuticos e educacionais da interação entre o Homem e o Cão, criou o curso “Cães auxiliando no bem estar humano”. Um curso voltado para pessoas que buscam nos cães uma parceria em ações terapêuticas e educacionais ou mesmo como companheiros de suas ações voluntárias. Profissionais qualificados e com amplo conhecimento na área reunidos em um só curso para levar até você muito conhecimento e experiências na utilização de cães como parceiros de trabalho nas reabilitações e educação. O Curso “Cães Auxiliando no bem estar humano” é dividido em 4 módulos sendo eles: - Módulo Básico: Uma introdução a utilização do cão como mediador de processos terapêuticos e educacionais. Aqui você irá aprender as bases que fundamentam todos os benefícios que os cães podem nos proporcionar, além do conhecimento em desenvolvimento e implantação de projetos de A/E/TAA, como estruturar uma equipe etc... Pré-requisito para a participação nos próximos módulos. - Módulo Terapias: este módulo visa a imersão no conhecimento prático e teórico para a utilização do cão dentro das diferentes intervenções terapêuticas. Profissionais experientes irão auxiliar os alunos a desenvolverem atendimentos e intervenções utilizando o cão como motivador e catalizador de resultados pré definidos para cada paciente. Pré-requisitos: Participação no Módulo Básico ou experiência comprovada de 3 anos de atuação com Terapias Assistidas por Cães. -Módulo Educação: O cão como auxiliar no aprendizado. Neste módulo você poderá aprender a como introduzir o cão dentro dos contextos pedagógicos, deste uma roda de leitura até intervenções de reabilitação cognitiva para idosos. Pré-requisitos: Participação no Módulo Básico ou experiência comprovada de 3 anos de atuação com Educação Assistidas por Cães. -Módulo Cão-Terapeuta: Por trás do sucesso e dos benefícios da Educação e Terapias Assistidas por cães esta a figura do condutor, pessoa que irá treinar e conduzir o cão terapeuta durante as sessões e intervenções. Neste módulo você irá aprender conceitos avançados para avaliação e treinamento do cão terapeuta além de conhecer melhor os pacientes que um dia irá atender junto aos profissionais da saúde e educação. Pré-requisitos: Participação no Módulo Básico ou experiência comprovada de 3 anos de atuação com Atividade, Educação ou Terapias Assistidas por Cães. Para cada módulo será emitido um certificado pela TAC de acordo com a carga horária correspondente. Após a participação em 3 ou mais módulos a TAC irá emitir um certificado único com a carga horária somada de todos os módulos que você participou, visando a comprovação de uma formação de qualidade e muito conhecimento na utilização do cão como catalizador de resultados e benefícios terapêuticos e educacionais. O curso será realizado nos dias 15, 16 e 17 de Novembro de 2013 Das 08h30 às 19h00 – em todos os dias Carga horária: 27 horas LocalDogcaffè – Eventos especiais Rua Texas, 605 – Brooklin | São Paulo – SP (Próximo ao Aeroporto de Congonhas)Valor e formas de pagamento Investimento: R$ 650,00 Inscrição: R$150,00* – antecipada (reserva de vaga) No curso: R$500,00 – no primeiro dia de aula (no cheque ou cartão) Maiores informações e inscrição pelo site www.cursotac.org.br Facebook: www.facebook.com.br/equipetac

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Mudança de Endereço



Olá Pessoal

Agora vc´s podem conferir os textos dos Blogs da TAC no nosso próprio Site.

www.tac.org.br


Confiram!!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Trabalho Cognitivo

Hoje não irei falar sobre nenhuma artigo, livro ou algo parecido.
Vou contar um pouco da minha experiência e de informações que vieram de algum livro ou artigo que já não lembro mais, informações que já fazem parte do meu conhecimento na área.

Algumas idosas no Recanto da Vovó vem apresentando uma grande evolução em suas capacidades cognitivas. Isso começou quando a nossa psicóloga Ana Luisa implantou algumas avaliações e "testou" algumas perguntas com as idosas para termos um pouco mais de conhecimento sobre a noção de tempo e espaço das idosas uma vez que a percepção corporal já estava melhor.

Notamos claramente que 90% delas tinham déficit de memória e noção de tempo espaço, dentro desta porcentagem estavam até mesmo algumas idosas sem nenhuma patologia cognitiva. A própria institucionalização faz com que o individuo para de "exercitar" seu cérebro levando a perda de suas capacidades.

Então começamos a incluir nas rotinas de atendimento atividades básicas para a parte cognitiva como por exemplo perguntar todos os dias: Que dia é hoje? De que mês? Em que ano estamos? etc... isso criou uma rotina com as idosas fazendo elas se manterem no tempo, algo que elas muitas vezes fazem questão de perder, principalmente pelo contexto da morte tão presente nesta idade e nas casas de repouso.
Se manterem no tempo e espaço fez com que as idosas ficassem mais "espertas" muitas hoje já estão nos aguardando quando chegamos pois sabem direitinho os dias que iremos.

Outro ponto que trabalhamos foi a questão da memória e para isso nada melhor do que os cães. O componente emocional é muito grande e a relação destas idosas com nossos cães é fantástica. Então todas elas são questionadas sobre as particularidades de cada cão, nome, raça, origem, idade etc... esta atividade faz com que elas comecem a trabalhar seu cognitivo e dá tb início a uma série de curiosidades que elas tem sobre os cães. Esta ligação emocional é fantástica e deve ser trabalhada das mais diferentes formas.

Para uma idéia quantitativa, aplicamos nas idosas o Mini Exame Mental de Foltein o famoso Mini-Mental, umas das idosas que atendemos que vamos aqui chamar de Sra. Z conseguiu em 1 ano um aumento de 10 pontos saindo de leve deficiência cognitiva para Função Cognitiva Integra. O melhor é ver a evolução na articulação das respostas e principalmente ver o orgulho desta idosa em acertar as perguntas e muitas vezes auxiliar suas colegas.

Já nos contaram que algumas idosas começaram a procurar calendários na instituição para colocarem ao lado da cama. Pequenas coisas que fazem o isolamento do mundo destas idosas menor.

E de onde será que vem toda esta motivação? Esta vontade de acertar as perguntas, de se manter informada?
Sem duvida vem da relação estabelecida entre os cães, os terapeutas e as idosas. Do afeto e carinho que elas tem pelos cães e a resposta deles para com elas.



Gostaria também de mostrar para vocês que TAC não é nada do outro mundo porém deve ser realizada por pessoas capacitadas e que possuem conhecimento na área, apenas o conhecimento poderá levar a estes insights de exercícios simples porém com um alto resultado.

A criatividade é fundamental, além do conhecimento e amor pelo trabalho.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"Improving Mental Health Through Animal-Assisted Therapy"

Tradução livre e interpretação de trechos do livro.
"Improving Mental Health Through Animal-Assisted Therapy" Liana Urichuk with Dennis Anderson, The Chimo Project.

Escreva nos comentários sua opinião sobre os textos...!!

" A habilidade dos animais em dar atenção e não terem discriminação alguma, faz deles um mediador único no aumento da auto-estima dos pacientes. A aceitação de uma pessoa por parte do animal não passa por um julgamento e pelos complicados jogos psicológicos que os humanos possuem "


" ...esta caracteristica pode ser muito util para ajudar na construção da auto-estima do paciente. Um exemplo: é muito comum os pacientes comentarem como o cão terapeuta é bonito etc... estes comentários podem abrir espaço para discussão sobre padrões de beleza sobre os cães o que pode levar a discussão sobre a imagem corporal com um paciente com distúrbios de alimentação."


" Os pacientes podem aprender a respeitar o auto-controle que os animais possuem, também poderam experimentar o controle sobre os animais através de comandos de obediência e brincadeiras. Táticas de manipulação ou intimidação não funcionam com a maioria dos animais e isso pode ser usado como ferramenta terapêutica para os indivíduos que não possuem um bom auto-controle emocional..."


"...por outro lado pessoas podem achar muito estimulante conseguir ganhar a confiança de um animal, ensina-lo alguns truques e ver o cão realizando seus comandos, isso pode ser especialmente gratificante para pessoas que possuem uma baixa auto-estima..."

Comentário pessoal: Pacientes que não possuem auto-controle e são agressivos terão que aprender a se controlar para poder ganhar a confiança do animal, técnicas de adestramento são excelentes formas de colocar em prática algumas habilidades sociais como reforço positivo, empatia e paciência fazendo com que o paciente veja na pratica e de forma rápida o resultado da melhora em seu comportamento.
Da mesma forma pacientes tímidos e com problemas de auto-estima podem aprender com os cães que eles também são capazes. Através do adestramento praticar habilidades sociais que farão ter mais confiança em si mesmo.

Mas tudo isso não depende só do cão e sim de um bom terapeuta. A forma com que o terapeuta propõe as atividades, como ele trabalha os conceitos, como conduz as sessões etc... tudo isso é fundamental para conseguirmos diferentes objetivos com a mesma conduta, até a escolha do cão que ira atuar com cada tipo de paciente é fundamental para o sucesso da terapia seja ela qual for.
Um terapeuta com conhecimento, experiência e criatividade são fundamentais para o sucesso da TAC

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"Improving Mental Health Through Animal-Assisted Therapy"

Tradução livre e interpretação de trechos do livro.
"Improving Mental Health Through Animal-Assisted Therapy" Liana Urichuk with Dennis Anderson, The Chimo Project.

Escreva nos comentários sua opinião sobre os textos...!!



"Um animal presente nas sessões de terapia também pode ajudar aos clientes a "medirem" seus comportamentos excessivos ou emoções. Os animais parecem regular o clima emocional da sala (Fine, 2000). Por exemplo, há inúmeros relatos de clientes (de todas as idades) que medem suas reações durante as "disputas", quando um animal se encontra na sessão. Muitos clientes parecem respeitar a presença do animal e não desejam criar um desconforto no animal. Os clientes que exibem reações excessivas vão ter uma resposta imediata do animal e, muitas vezes rapidamente se acalmam. A resposta do animal a várias emoções podem ser um valioso ensino / ferramenta de discussão para o terapeuta.

Um estudo conduzido por Levine e Bohn (1986) constatou que crianças que vivem em lares onde um animal é considerado um membro da família, foram mais compreensivas do que as crianças que moram em lares onde não há um animal de estimação considerado como membro da família. Outro estudo encontrou que houve um aumento na pontuação de uma escala de empatia de crianças que participaram por um ano de atividades educacionais assistidas por cães falando sobre a relação homem e animais em um programa de uma escola primária (Ascione, 1992). Importante, estas atitudes mais humanas (para animais e pessoas) ainda estavam presentes no grupo experimental de um ano após a conclusão do programa. Também descobriram que as crianças, muitas vezes, rapidamente consideraram o animal como seus parceiros, mesmo os que não possuíam seus próprios animais de estimação. Assim, ensinando as pessoas a terem mais empatia com um animal pode ser mais fácil ensiná-los a terem mais empatia com outros humanos porque os animais não brincar com os sentimentos da forma que alguns seres humanos. Com tempo e experiência, podemos desenvolver empatia e transferi-la dos animais para os seres humanos (Levinson, 1965; Nebbe, 1994). "

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Continuamos com a tradução livre e interpretação de trechos do livro.
"Improving Mental Health Through Animal-Assisted Therapy" Liana Urichuk with Dennis Anderson, The Chimo Project.

Escreva nos comentários sua opinião sobre os textos...!!

"Um animal, pode ser, um ser vivo em que as pessoas possam desenvolver uma ligação emocional. As pessoas podem se beneficiar em dar ou receber carinho de um animal. Elas também podem experimentar interações previsíveis com o animal que podem ajudá-las a aprender sobre si mesmos e sobre os outros.
Como os animais podem ser ouvintes que não julgam e possuem uma aceitação incondicional, as crianças recorrem frequentemente à animais para ser o seu apoio social (McIntosh, 2002). Estudos têm demonstrado que as crianças regularmente se confidenciam com seus animais de estimação quando têm um problema, e brincam com ele quando se sentem estressados (Covert, Whiren, Keith, e Nelson, 1985). Isto também ocorre com os adultos.
De acordo com uma pesquisa anual de âmbito nacional realizada pela American Animal Hospital Association, quase metade dos 1.252 pesquisados indicaram que eles são emocionalmente dependentes de seu animal de estimação. Além disso, 83% disseram que seria provável que colocariam em risco sua própria vida pelo seu animal de estimação, 89% acreditam que seus animais de estimação compreendem a totalidade ou parte do que dizem, e cerca de 30% disseram que passam mais tempo com seu animal de estimação do que com família ou amigos (Interactions, 1998) "


“Muitas pessoas têm dificuldade em expressar suas emoções. Muitas vezes, pessoas com problemas de saúde mental acham que seus sentimentos são errados e que eles não devem sentir “estas” coisas. Eles também podem ter aprendido que os outros consideram seus sentimentos sem importância. Isso pode levar a confusão ou culpa quando certas emoções reincidêm e conseqüentemente, a supressão destas emoções. Interagindo ou observando um animal os indivíduos percebem que é normal ter emoções.”





“Os animais estão em uma situação única de demonstrar as emoções e comportamentos que podem não ser considerados profissionalmente adequados pelos terapeutas de saúde mental. Por exemplo: apesar do "toque" ser uma necessidade básica no desenvolvimento humano, vivemos em uma sociedade onde as pessoas costumam evitar tocar uns aos outros. A adequação e segurança do toque é algo muito debatido mas com frequencia sem resolução. Assim, muitos profissionais de saúde mental tentam evitar o contato físico com seus clientes. Contatos com animais de companhia, no entanto, são uma maneira segura dos indivíduos poderem experimentar os benefícios físicos e emocionais do “tocar”. O calor e a segurança de um cão que está sentado ao seu lado ou que tenha a cabeça no seu colo proporciona um "toque" que está faltando na vida de muitos pacientes. Quando Sharon Smith estudou as interações entre dez cães e seus familiares, ela descobriu que os animais de estimação são uma saída socialmente aceitável para homens e mulheres para tocar, acariciar, arranhar e dar tapinhas (Smith, 1983). Estes são comportamentos que a maioria dos homens americanos estão relutantes em realizar. Assim, segurando ou acariciando um animal durante a terapia, o animal pode proporcionar conforto físico e relaxar todos os pacientes, independentemente do gênero. “


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Escolas alemãs usam cães para impulsionar notas dos alunos

Essa postagem marca a estréia da EAC (Educação Assistida por Cães) na Equipe TAC.
Escolhemos esse artigo para mostrar que, na Europa, a EAC é uma realidade desde os anos 90 e está presente em 120 escolas, só na Alemanha. Agora estamos desenvolvendo esse trabalho aqui no Brasil e, aos poucos, vamos dividindo nossas vivências com vocês.
A EAC beneficia crianças e jovens no mundo todo a superar dificuldades de aprendizagem, tornando os processos de aquisição mais prazerosos, pois trabalha com as potencialidades de cada aluno assistido.
Nesse momento, a Equipe TAC solta os cachorros para que nossas crianças e jovens aprendam com cães que curtem livros, cadernos, apostilas, lápis, borrachas, esquadros.....



German schools use dogs to boost pupils' grades

KARLSRUHE, Tuesday 21 September 2010 (AFP) - After rescuing stranded people in mountains and hilly terrain and guiding the blind, dogs are now being used in German schools to boost performance in the classroom.
Despite a grainy, grey September morning, the mood is upbeat in a class in Karlsruhe in south-western Germany: and that's largely because Paula -- a six year-old Golden Retriever -- is here.
"Paula, come here," the students cry out one by one as she brings them question papers strewn on the floor. The papers have cork caps so that the canine can access them easily.
Each student pats Paula when she fetches them a paper and rewards her with a croquette.
"Its a pleasure to go to the blackboard, even for maths," said Meryem, a 12-year-old.
"We are all responsible for the dog," added Sergen, 13.
"We cannot disturb her when she is in her corner, we cannot throw things on the floor because she might eat them and we have to see that there is always water in her bowl," he added.
Some parents were sceptical at the start, said teacher Bettina Brecht who has been bringing her dog to the classroom for the past five years.
"Some would ask whether their children would learn anything at school and others were scared their children would be bitten."
But Paula has convinced the doubters, she said.
"A dog breaks the ice between teacher and pupil," Brecht said, adding that she had also helped boost the students' confidence.
Dogs are being brought into some German schools since the end of the 1990s and there are about 120 institutions welcoming canines. They range from primary schools right up to high schools, said Lydia Agsten.
Agsten, who teaches handicapped children at a special facility near Dortmund, however said the figure was an estimate as this phenomenon was not officially recognised in the German educational system.
But some say there is no clear link between canine presence and better grades.
"For the present there is nothing to definitely show that dogs have an impact on students' progress," said Susanne Wille, who is doing a doctorate on the subject.
http://www.mysinchew.com/node/45268?tid=14

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Trechos do Livro "Improving Mental Health Through Animal-Assisted Therapy" 02

"Improving Mental Health Through Animal-Assisted Therapy" Liana Urichuk with Dennis Anderson, The Chimo Project.

Escreva nos comentários sua opinião sobre os textos...!!



“A presença de um animal pode ajudar as pessoas a superar seu desconforto com a deficiência de outra pessoa e, assim, conduzir a interação social de forma positiva. Principalmente com as crianças”

“Observando o relacionamento amoroso entre o animal e o terapeuta, pode fazer com que o paciente reconheça como o terapeuta é cuidadoso e dedicadopode. Esta observação pode, por sua vez, reforçar o desenvolvimento do relacionamento com o terapeuta”

“Os animais parecem diminuir a timides e “reserva” inicial que as pessoas podem ter sobre a introdução da terapia. O animal tende a ser um "lubrificante social" ou "quebra-gelo", efeito este que pode auxiliar na conversa entre o terapeuta e o paciente, através da promoção de uma atmosfera relaxada e amigável (Corson, O'Leary Corson, Gwynne & Arnold, 1977;
Mayes, 1998; Belas, 2000). Em um artigo pioneiro sobre o uso de animais no tratamento de crianças com transtorno de comportamento, Levinson (1965) comenta que trazer um animal no início da terapia com freqüência ajuda o paciente a superar sua ansiedade sobre a terapia. Da mesma forma, os terapeutas do Projeto Chimo acham que trabalhar com um animal ajuda a aumentar a interação durante a terapia. É fácil de fazer perguntas sobre um animal, mesmo
se elas sendo muito gerais. Isso faz com que os pacientes se sitam envolvidos e eles quase sempre têm uma própria história sobre o seu animal de estimação para contar (Polzin, comunicação pessoal, 2002). Polzin observou que o cachorro seu prórpio cão, Jake, também ajuda a incentivar os contatos visuais com os pacientes. Sigmund Freud foi certamente um entusiasta dos efeitos positivos que os animais poderiam ter na terapia,
embora ele não tenha escrito sobre este tema, ele era conhecido por freqüentemente ter seus cães com ele durante as sessões de terapia.”

sábado, 6 de novembro de 2010

Prêmio Dr. Cidadão

Hoje fomos a entrega do Premio Dr. Cidadão,da Associação Paulista de Medicina, IPq-HC e TAC concorrendo com o Proj. Cães e crianças Autistas.





Inicio da solenidade, após a apresentação de diversos Excelentissimos Sr. Dr. percebi a importancia do Premio, e na hora tive o pensamento ..... acho que não vamos ganhar nada..... explicadas as regras da premiação do 6º lugar ao 4º menção honrosa 3º 2.000,00 2º5.000,00 1ºlugar 10.000,00 .
Logo iniciou no telão o 6º lugar e para minha surpresa ouço o nome do Projeto Cães e Crianças Autistas.....fiquei muito surpreso.
Haviam mais de 20 excelentes projetos, o que mais me surprendeu não foi a qualidade do nosso trabalho reconhecida por médicos respeitados etc... Mas sim o reconhecimento do trabalho realizado com os cães, a aceitação da classe médica sobre o trabalho de terapias assistidas por cães.
Esse premio sem duvida representa um avanço no trabalho da TAC e o reconhecimento do potencial terapeutico dos cães.

Agradeço a psicologa da TAC Ana Luisa C. A. Penteado, ao Dr. Estevão Vadasz e a Dra. Marisol Sendin pelo esforço e dedicação ao Projeto.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Trechos do Livro "Improving Mental Health Through Animal-Assisted Therapy" 01

Irei colocar alguns trechos traduzidos ou resumos do Livro
"Improving Mental Health Through Animal-Assisted Therapy" Liana Urichuk with Dennis Anderson, The Chimo Project.

Escreva nos comentários sua opinião sobre os textos...!!

Desde o início dos anos 1960, houve um aumento no número de profissionais que reconhecem o valor dos animais como uma ferramentas terapêuticas. No Hopital Mental de Lima, Ohio, os efeitos positivos dos animais sobre as pessoas foram descobertos depois que um paciente encontrou um pardal ferido. Sem nenhuma direção ou aprovação, ele começou a cuidar da ave ferida. Outros pacientes, geralmente individuais e retirados, começaram a trabalhar em conjunto para ajudar a cuidar do passarinho. Funcionários reconheceram a mudança positiva nestes internos e logo incorporaram os animais em seus planos de tratamento. Hoje, o hospital em Ohio é o lar de uma grande variedade de animais (por exemplo, cães, gatos, papagaios, cabras, veados e cobras). O hospital também realizou um estudo com 1 no de duração para determinar os efeitos positivos dos animais sobre os pacientes. Curiosamente, verificou-se que os pacientes em enfermarias com os animais presentes usaram apenas metade da quantidade de medicamento que foi usado em enfermarias sem animais. O estudo também demonstrou uma redução da violência e tentativas de suicídio significativamente menor entre os pacientes que estavam em enfermarias com animais, comparados com outras alas (Lee, 1984).

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Medo!!!

Tenho medo.....tenho medo da Terapia Assistida por Animais em geral!!
Pq nestes 8 anos de trabalho e dedicação a esta área ja vi muita besteira, muita "cagada" e o pior muita gente sem o mínimo de preparo e bom senso.

Bom senso....aaa se o mundo tivesse bom senso!!

A tb tem as pessoas entendidas do assunto, praticamente especialistas....afinal tem dois cães em casa a mais de 10 anos, ja levou um deles na casa do avô algumas vezes e tambem na escola do filho!!

Hoje vejo muito a TAA igual ao que fizeram com o adestramento, não ha formação, não é reconhecido e tem um monte de oportunista achando que vai ficar rico com este trabalho, afinal cachorro ta na móda!

Muito complicado, pq estes indíviduos acabam fazendo besteira e isso prejudica e muito a divulgação e a construção de bases sólidas das pessoas que realmente querem evoluir na área e se dedicam de corpo e alma ao trabalho.

No meu ponto de vista ha tambem um problema cultural envolvido, tirando os grandes centros do sul e sudeste o cão não tem a mesma relação na sociedade que temos por aqui. Principalmente no nordeste onde ele ainda é visto como um animal irracional e desprovido de qualquer sentimento, imagina então falar que ele pode fazer bem a sua saúde!!
Outro problema cultural....o que envolve cachorro é festa, é oba oba, qualquer um faz, é facil, não é sério, é brincadeira......este ultimo em especial.
Quantas vezes ja não ouvi:

"esses são os cachorros que vem brincar com as crianças"

"não tem problema é só brincadeira, pode ir embora"

Não vamos para brincar, e mesmo que fossemos para brincar, ha um contexto terapeutico envolvido. Para vc´s terem uma noção, só agora depois de 8 anos na área é que estou desenvolvendo um atendimento com a Flora dentro de um contexto de ludoterapia.

Fóra as pessoas que me olham com aquela cara de:

"nossa esse deve ser rico mesmo em pleno horario comercial fica trazendo cachorrinho para brincar" "não tem mais o que fazer da vida"

Uma das ultimas foi:
Montei um projeto super bacana para treinamento de empresas com habilidades sociais (um dia coloco algo a respeito aqui) excelente, ganhei horas e horas na frente do computador estudando sobre o assunto, participei de reunião com um grupo do IPq que só trabalha com isso, apresentei o projeto para eles avaliarem etc...tudo para fazer o melhor possivel. Felizmente consegui aplicar em um grupo que estava realizando um treinamento no Banco do Brasil.... SUCESSO TOTAL!!!
Passei o projeto para uma pessoa que realiza treinamentos para funcionarios de hospitais, pq finalmente viram que um hospital é como uma empresa e deveria funcionar como tal. Esta pessoa achou o maximo, "nossa é tudo o que eu tento passar para eles" "vamos apresentar para um hospital que estou realizando treinamentos"
Sabe qual resposta ela ouviu:

" vc esta louca isso é um hospital " (Diretor médico infectologista)

"Imagina isso aqui não é hospital público"

A como eu queria estar nesta reunião.....e pedir para o tal Médico Infectologista me falar sobre os riscos de transmissão de um cão dentro de um hospital...duvido que ele saiba 2 zoonoses e formas de transmissão delas.
Alem do outro infeliz....por isso mesmo, por ser um hospital particular vc tera um diferencial magnifico, algo que só hospitais da Europa e USA possuem!!!coisa de primeiro mundo mané!!

Esta é outra cultura que envolve a TAA, a cultura do voluntariado.
Primeiro que infelizmente a própria cultura do voluntariado em nosso pais é uma catastrofe, as pessoas simplesmente acham que é ir la quando der, quando querem sorrir e ja fizeram sua parte por um mundo melhor!!!

O Tradicional é:

"vc não pode trazer os cachorrinhos aqui para os velinhos se distrairem um pouco"

As pessoas não tem noção sobre o problema que isso pode trazer, imagina que legal, vou la levo os cães realizamos a atividade se cria um vinculo afetivo comigo e com os cães (afinal é esse o objetivo e é através do vinculo que conseguimos os beneficios) e.....nunca mais volto! Ai as pessoas não sabem pq tem alguns idosos dentro de instituições que são arredios e não querem conversa com ninguem, vai ver é pq ele ja perdeu quase tudo em sua vida, sua moradia, individualidade, roupas, horarios que gosta de fazer as coisas, familiares, sociedade...e ai aparece alguem que ele começa a se vincular emocionalmente que conversa com ele e da atenção....mas um dia esta pessoa simplesmente some sem nenhuma explicação, ai ele pergunta para os profissionais que la trabalham pela pessoa e eles repondem "era uma voluntaria....não vem mais não, ela arrumou um compromisso e não pode mais vir"

Por isso acho muito complicado ações pontuais.....da para se fazer? da...mas com muito cuidado e sempre deixando tudo muito claro aos participantes.
Eu particularmente não faço.

A ....tem tb os estudiosos do assunto, alunos assim como eu fui que querem fazer os eu trabalho de conclusão de curso no tema....mas não se dão ao trabalho de pesquisar ou ao menos mudar as palavras da minha tese que eu com toda boa vontade passei para eles utilizarem como referencia e NÃO para copiarem!! Mas em graaande parte isso é culpa das faculdades que hoje em dia parecem mais lojinha de 1,99 onde é só vc passar na prateleira e comprar o seu diploma. Quantas vezes ja não tive que explicar para os alunos destas universidades o que é Comite de Ética em pesquisa. Como pode uma Universidade que possue até cursos de pós graduação não ter um comite de ética!?



Por estas e muuuitas outras tenho medo!!! Medo da banalização da TAA e TAC, Medo das besteiras e estragos irreparaveis que podem ser causados por estas pessoas, oportunistas de plantão ou ignorantes assumidos e atestados.

Eu tb fui um ignorante no assunto, tb não sabia nada a respeito....mas corri atras de quem sabia, pesquisei, li e bato cabeça até hoje atrás de informações que possam me auxiliar e crescer.....



Mas sou cabeça dura e apaixonado pelo que faço, ja lutei contra muita coisa para conseguir o meu objetivo de trabalhar exclusivamente com TAC
O medo serve apenas para me ajudar a transformar a TAA e TAC em algo reconhecido e respeitado como uma forma de medicina complementar. Me lembrando todo dia de disseminar o conhecimento a respeito da TAC para aqueles que vibram como eu com a TAC poderem fazer o melhor possivel pelos pacientes e pelos nossos companheiros de trabalho....os cães!!!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Analise em vídeo da comunicação, durante a interação com cães, de crianças e adolescentes com DG psiquiatrico.

Analysis of child–dog play behavior
in child psychiatry
Anke Prothmann*, Konstanze Albrecht† , Sandra Dietrich, Ulrike Hornfeck†, Saskia Stieber† and Christine Ettrich*
Anthrozoös, 18 (1) . 2005

Processos de comunicação e seus transtornos desempenham um papel importante
na vida cotidiana. Durante as últimas décadas, pesquisadores têm cada vez mais concentrado suas investigações nestes processos, salientando a importancia da comunicação não verbal para as pessoas "normais" e doentes mentais.
De acordo com Delhees (1994), os sinais não verbais são tão importantes quanto os verbais, principalmente para a expressão de emoções. A comunicação não verbal é dificil de ser influenciada conscientemente, e por isso é menos provavel de ser manipulada pelo comunicador, diferente da comunicação verbal.
Sinais não-verbais podem ajudar o parceiro de comunicação a interpretar informações
transmitidas verbalmente, mas também podem ocorrer sem comunicação verbal.
Ao se comunicar com os animais, nós usamos os meios de comunicação principalmente não-verbal como expressões faciais, gestos, posturas físicas e contatos para expressar nossas emoções. Estes sinais não-verbais são difíceis de fingir ou esconder, por exemplo, as pessoas que tem mêdo de cães não são capazes de esconder esse mêdo por mais que tentem. Por isso, é possível observar uma interação direta entre uma criança e um animal para obter informações valiosas no diagnóstico sobre a criança. A partir do ponto de vista dos autores, os cães são particularmente úteis para esta finalidade. Durante a sua domesticação, os cães desenvolveram um alto grau de compreensão dos gestos e expressões humanas, sendo melhores até mesmo que o nosso parente mais próximo, os macacos.
Esta pode ser uma das razões para que a TAC tornou-se amplamente utilizada.
Um grande número de estudos relatam as alterações do comportamento dos indivíduos na presença dos animais. Vários autores (Corson et al. 1977; Redefer e Goodman 1989) relataram uma melhora na interação social, particularmente em terapias com os cães. Redefer e Goodman (1989) encontraram um aumento significativo na interação social e uma diminuição na solidão e isolamento especialmente em crianças autistas, os benefícios ainda eram mensurável, embora em menor grau, mesmo após a terapia ter terminado.
Nielsen e Delude (1989) realizaram um estudo com crianças em idade pré-escolar utilizando animais reais e de brinquedo. Concluiram que os cães, particularmente, eram excelentes catalisadores sociais.
No entanto, vários autores, tais como Limond, Bradshaw e Cormack (1997) apontam que, até agora, ha poucos e detalhados modelos terapêuticos, seja com fins terapêuticos específicos ou para a melhora das habilidades de comunicação em geral. Permanecendo incerto se as mudanças no comportamento atribuído a TAC continuam ou se generalizam ao longo do tempo. Do ponto de vista dos autores, isso é crucial se quisermos medir os efeitos terapêuticos específicos dentro de um modelo terapêutico. Beck e Katcher (1984), bem como Draper (1990), relatam a falta de métodos adequados de pesquisa como uma razão para a ausência de estudos controlados. Vários autores, incluindo Limond, Bradshw e Cormack (1997), têm favorecido o uso de gravações em vídeos e etogramas para investigar as mudanças de comportamento devido às interações com o cão.
Os dados obtidos através da observação direta em TAC pode ser analisado de várias maneiras: elas podem ser usadas para diagnosticar e analisar os déficits comportamentais (ou excessos)em interações, como uma auto avaliação verbal e também podem servir como terapia controle no pré e pós avaliações.
Neste estudo os autores se propuseram a analisar a interação entre crianças e adolescente com doenças mentais e cães de terapia, utilizando como base a hipótese de Watzlawick,Jackson e Beavin´s(2000)de que um indivíduo sobre o qual nós não conhecemos nada pode ser descrito como uma "caixa preta" e que a interação com esta "caixa preta" com seu meio ambiente podem levar a conclusões sobre o indivíduo. Assim, em nossa situação experimental, cão e adestrador de cães foram considerados como estímulos de interação, incentivando especialmente a criança em suas habilidade não verbais. Tomando o trabalho de Olson e Ryder (1970) como referência para o estudo, foi preciso criar uma condição de teste para que as crianças e adolescentes mostrassem suas reações espontâneas e autênticas, provocando específicos padrões de comportamento para diagnòstico. Também precisavam de um método que não requer equipamento especial e foi um dos que poderiam ser facilmente explicável e intuitivamente entendido. Os Autores queriam provocar o comportamento da criança sem que o experimentador desse instruções importantes ou sendo continuamente presente, para que a criança ficasse seriamente empenhada em sua tarefa. A situação de teste desenvolvida com o cão atende a todos estes requisitos.
De acordo com estudos observacionais publicados até à data, incluindo resultados de um estudo piloto de uma interação cão com 18 pacientes (Prothmann,
Schaumberg Ettrich e 2004), parece existir uma grande variedade de estilos de interação dependendo do problema da criança. As diferenças observadas consideram as posturas preferenciais tomadas durante a sessão de terapia com o cachorro, o tipo
e intensidade do contato com o cão e adestrador de cães e comportamento visual.
O estudo teve dois objetivos: 1) desenvolver um inventário adequado para a análise do
comportamento de uma criança ao interagir com um cão e 2) empregar este
inventário para examinar como transtornos mentais influenciam a criança em suas habilidades não-verbais de comunicação. O estudo também analisou precisamente
como os padrões de interação observados podem predizer a doença de uma criança.

Métodos

Participantes:
Um total de 40 crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 19 anos, que
estavam sobre tratamento psico-pediátrico e participantes de TAC foram incluídas no estudo. Os pais assinaram um termo de concentimento para a participação do estudo.
Os critérios de inclusão foram o diagnóstico de qualquer transtorno de ansiedade, anorexia nervosa, bulimia nervosa ou autismo, cumprindo os critérios da CID-10, e tendo que participar de uma sessão inicial de pelo menos 25 minutos. Haviam dez pacientes em cada grupo diagnóstico. Estes distúrbios foram escolhidos porque estão claramente definidos e coerentes e por serem diagnosticados com precisão.
Além disso, observações anteriores haviam mostrado que houve clara comunicação diferenciada nas crianças que sofrem destes problemas. Fatores de exclusão foram de fobia ao cão, alergia a pêlo do cão e doenças infecciosas.
O estudo não explorou possiveis diferenças de interação relacionadas a sexo e idade, este deve ser um objeto de estudo separado com participantes saudáveis.
Os cães utilizados na pesquisa eram cães certificados como cães de terapia e companhia: pointers, pastores e terriers.

Procedimentos:
As sessões de terapia foram realizadas no estúdio de vídeo de 25m² do hospital sem mobilia. Estavam presentes no estúdio uma criança, um cão, um adestrador de cães (DH) e uma enfermeira da ala conhecida pela criança (acompanhante, AP). As sessões de terapia foram gravadas por duas câmeras de vídeo (F Panasonic S-VHS 10 Mark II) colocadas diagonalmente opostas e havia quatro microfones direcionais instalados no teto. As câmaras eram controladas a partir de uma sala adjacente e as imagens foram gravadas ao mesmo tempo que eram codificas por um técnico de vídeo.
Todas as crianças tinham os mesmos brinquedos para interagir com o cão à sua disposição. Após uma breve introdução pelo adestrador de cães, as crianças puderam interagir com o cão como elas desejavam. Não houve restrições adicionais ou instruções. Conversas entre a criança e o adestrador de cães ou acompanhante foram
possível, mas não obrigatórias. O adestrador de cães e acompanhante foram instruídos a intervir na interação da criança com o cão somente quando necessário.
As gravações de vídeo foram analisadas usando um software de computador especial
para a análise de interação (Interact ® Version 6.9, Mangold GmbH Arnstorf,
Alemanha) e um gravador de vídeo controlado por PC, que poderia ler códigos de tempo
(VCR Panasonic AG 7355).

Categorias de Codificação e Confiabilidade
Em primeiro lugar, todos os comportamentos das crianças que ocorreram quando elas interagiram com o cão e as pessoas presentes, foram gravados em duas fitas como base para amostra. Em segundo lugar, todos os códigos individuais foram agrupados para formar um sistema de codificação de múltiplos estágios constituídos por quatro categorias principais: postura, contato visual, comportamento em relação ao cachorro e comportamento com relação ao adestrador de cães / pessoa acompanhante (DH / AP).
Os códigos das categorias de comportamento precisam ser simples, de forma inequívoca
identificáveis, e independente da interpretação do observador, mas sendo um documento compreensivel do comportamento de cada criança. Cada comportamento foi codificado continuamente por 25 minutos. Sempre que um determinado comportamento
aparecia, o tipo, a freqüência (contagem) e a duração foram codificados em quadros
e segundos, pressionando definidas teclas de um teclado de computador.
Na categoria "postura", foi gravado em pé / andando, sentado, ajoelhado, de cócoras, deitado, "standing bent forwards" e rastejando. Para "Contato visual", foi gravado se a criança olhou para o cão ou para o adestrador de cães / acompanhante. Na categoria "comportamento em relação cão" foi gravado as tentativas da criança de entrar em contato com o cão: chamar / falar para a interação verbal, acariciando, quando tocar o cão com as mãos, abraço / carinho quando a criança abraçou o cachorro ou se colocou ao lado dele. Como "convite para brincar" foi incluído todas as tentativas da criança de interagir ludicamente com o cão. Com o "distanciamento" incluiu todas as tentativas de fugir do cão como sair de perto, colocando suas mãos na defensiva diante do seu corpo, afastando / levantando as mãos, ou virando a cabeça para o outro lado. Na categoria "comportamento para adestrador de cães / acompanhante(DH / AP)" foi gravado como e quantas vezes o parcerio de interação humano brincou com a criança. Conversando com o adestrador de cães ou o acompanhante ou respondendo às suas perguntas foram codificadas como "conversação"; tocar um deles, segurando-se a eles ou sentado em seu colo foram codificadas como "contato físico com DH / AP".
Todos os avaliadores tinham experiência em codificação de interações humanas e foram
intensamente treinados com vídeos que serviram de exemplo antes de participar da codificação e análise. Cada sessão foi dividida em cinco séries de cinco minutos cada para a análise, as categorias foram codificadas uma após a outra, em quatro diferentes tempos. Com exceção da catewgoria conversa e chamar / falar, a codificação foi feita com o som desligado.
Quatro avaliadores treinados foram utilizados, mas eles não tinham conhecimento dos distúrbios das crianças ou das hipóteses. Para calcular a confiabilidade, um avaliador adicional codificou 20% das gravações de vídeo. O grau de correlação
entre dois examinadores foi estabelecida pelo cálculo de Kappa de Cohen, com o
valores resultantes: a postura de 0,95 (muito bom), contato visual 0,75 (bom),
comportamento para com o cão 0,65 (bom), e para a DH / AP 0,55
(Moderado, Landis e Koch, 1977). A confiabilidade relativamente pobres na categoria "comportamento em relação aos DH / AP" pode ter cido reduzida para a variável conversa, pelos diferentes tempos de reação dos dois avaliadores distorcendo
o resultado.

Procedimentos Estatísticos
Todos os cálculos estatísticos foram realizados utilizando o programa SPSS ® versão 11. Para cada participante, utilizamos as medições da freqüência de eventos (c) e total de duração (s) em questão de segundos durante a sessão de 25 minutos, bem como o resultado média duração (ms = s / c) o comportamento da variável correspondente.

Resultados
Encontramos diferenças significativas entre as alterações em todas as categorias observadas.

Postura:
Os testes de Kruskal-Wallis mostraram que houve diferenças significativas na
duração média da variável em "pé / andando" e na freqüência e duração da categoria "standing bent forwards" entre os grupos de diagnósticos. A postura deitado foi observado em todos os grupos menos no grupo de pacientes com anorexia

Contato Visual:
Testes de ANOVA e Kruskal-Wallis revelaram que foram altamente significativas as diferenças entre os pacientes no total e na média de duração do contato visual
com o cão e em tempo médio de contato visual com DH / AP. As comparações múltiplas mostraram diferenças altamente significativas no comportamento visual para o cão entre o grupo com autismo e outros pacientes. Em média, as crianças autistas olharam para o cão oito minutos a menos do que outros pacientes. O tempo médio de contato visual com o cão também foi significativamente diferente entre os pacientes autistas e bulímicos. Isto é, quando os autistas fizeram contato visual com o cão, o contato teve um tempo menor em relação as crianças com outros distúrbios. A duração média do
contato visual com o AP / a DH em pacientes com anorexia, por outro lado, mostrou significativamente tempos menores de contato visual quando comparado com os pacientes do grupo com transtorno de ansiedade e autistas.

Comportamento em relação ao cão:
Esta categoria reflete como as diferenças na variável "contato visual" afetam o comportamento em relação ao cão. Os testes revelaram diferenças significativas
entre os grupos no total e na média de duração da variável carinho. Ao que se refere ao comportamento de distanciamento do cão, não foram altamente significativas as diferenças entre os grupos, na freqüência, duração total e média de duração. As comparações múltiplas mostraram que novamente os pacientes autistas eram muito diferentes dos outros grupos de diagnóstico: eles acariciaram o cão consideravelmente menos do que as desordens de ansiedade e bulimia. Pacientes com transtornos de ansiedade tiveram a maior duração do carinho de todos os pacientes. Comparado com os pacientes com anorexia, houve uma grande diferença na significância. No grupo com autismo, as fases do comportamento de distanciamento do cão foram maiores do que todos os outros pacientes.

Comportamento em relação a adestrador de cães Pessoa / acompanhamento
(DH / AP):
Esta categoria reflete a comunicação inter-humana. O contato com as pessoas presentes foi importante para as crianças, mas o contato físico com DH / AP só foi observado em crianças autistas. Com relação à variável conversa, houve uma diferença significativa na freqüência e uma diferença altamente significativa no tempo médio de interação verbal entre os grupos. As comparações múltiplas mostram que, nessa categoria, o transtorno de ansiedade e pacientes com anorexia eram diferentes dos
outros dois grupos. Pacientes com transtorno de ansiedade falaram muito menos com as pessoas presentes que os pacientes com bulimia. A duração média do contato verbal também mostrou diferenças entre anorexia, transtorno de ansiedade, pacientes com anorexia e autismo.

Análise Discriminante:
Foi utlizada a análise discriminante, para saber quando e como os dados obtidos de observação poderiam prever o diagnóstico do grupo ao qual o paciente pertencia. Parece razoável empregar as variáveis uma vez que houve uma diferença significante entre os grupos(em valores médios na análise de variância), e incluí-los gradualmente de acordo com sua importância para a função discriminante. As variáveis foram incluídas quando aumentaram significativamente a distância (distâncias de Mahalanobis) entre os grupos mais próximos de diagnóstico.

"......"

Na base das funções acima, 77,5% dos 40 participantes puderam ser atribuído ao seu grupo correto de diagnóstico, 90% dos anoréxicos e pacientes autistas, 70% dos pacientes bulímicos e 60% de disturbios de ansiedade poderiam ser classificados corretamente usando apenas seu comportamento individual de dados. Este resultado é consideravelmente mais elevado do que a probabilidade esperada, a priori, de 25% para cada grupo diagnóstico.
"......"

Discussão

Estilo de interação dos pacientes anoréxicos:
É interessante notar que o comportamento de se deitar aconteceu em todos os grupos menos no grupo de anorexia. Também interessante foi o fato de que os pacientes anoréxicos exclusivamente sentaran-se em cadeiras e nunca no chão, o que parece ser uma diferença de importância qualitativa quando comparados com os pacientes bulímicos. Pacientes anoréxicos tendem a evitar posturas confortáveis, eles preferiram posições desconfortáveis associadas ao maior consumo de energia, por exemplo, de cócoras ou excessivamente curvado para a frente e de pé, e não gostaram de descer ao nível do cão. Isso pode estar relacionado com o medo típico de calorias na anorexia nervosa.
Pacientes com distúrbios de anorexia tendiam a se comunicar menos com DH / AP e exibir seqüências rígidas de interação, com pouca variação. Os encontros
com o cão aparentaram ser bastante estáticos, frios, distantes e insensíveis.

Estilo de Interação do pacientes bulímicos:
Pacientes bulímicos parecem ser os que estavam mais à vontade na interação. Eles estavam mais interessados nas pessoas presentes e puderam iniciar o contato verbal rapidamente, mas a interação com o cão tendeu a ser bastante curta e casual. Embora este estudo não analisou o conteúdo da interações verbais com a DH / AP, gostaríamos de mencionar o fato de que os pacientes bulimicos conversaram com AP / DH em um nível muito mais pessoal e mostraram uma maior consciência de seu transtorno em relação aos pacientes com anorexia. Eles pareciam apreciar a interação verbal e conversaram bastante e com mais freqüência do que outros pacientes. Comparado com o grupo de anorexia, os encontros aparentaram ser mais dinâmicos e bem mais emocionais.

Estilo de interação dos pacientes autistas:
As crianças autistas foram as que mais diferiram dos outros pacientes. As diferenças significativas no comportamento visual e no comportamento com o cão, e a observação de que apenas os pacientes deste grupo procuraram ativamente o contato físico com as pessoas presentes, do nosso ponto de vista isto reflete a gravidade da desordem de sua comunicação e interação.
Embora os pacientes autistas pareciam olhar mais frequentemente o cão do que os pacientes com desordem de ansiedade e pacientes com anorexia, as fases de contato visual foram tão breves e fugazes que a duração total do contato visual com o cão foi 3 vezes menor que a dos outros pacientes. Isso não é surpreendente, devido ao disturbio em relação ao contato visual nas interações sociais ser um dos mais relevantes critérios de diagnóstico no autismo.
Os autistas não podem receber informações suficientes sobre mudanças de comportamento do cão, assim o comportamento do animal permaneceu imprevisíveis para eles. Isso levou-os a procurar ativamente o contato com as pessoas presentes, especialmente com o adestrador de cães, para obter segurança. Este contato reduzido também se refletiu em seu comportamento para o cão: na média, os pacientes autistas acariciaram o cão dois terços a menos do que as outras crianças. A interação de crianças autistas foi caracterizada por consideráveis fases mais curtas de contato positivo com o cão e fases mais longas de distanciamento, comparando com a dos outros pacientes. Do nosso ponto de vista o comportamento das crianças autistas demonstraram um medo típico de alterações e foi também uma expressão da gravidade na desordem de comunicação no autista.


Estilo e Interação dos pacientes com transtorno de ansiedade:
Foram completamente o oposto os tipos de comportamento observados nos paciente com transtorno de ansiedade em relação a todos os grupos de diagnóstico mostrando menores tentativas de distanciamento e menos medo do cão. Foi o contato social inter-humano que pareceu ser mais problemático para eles. Poucos casos de contato verbal
com a as pessoas foram registrados para este grupo, mas, uma vez que havia superado sua timidez inicial e interação verbal teve lugar e a interação durou mais tempo do que com os outros pacientes, o que poderia ser interpretado como uma expressão de confiança crescente. Especialmente pacientes com transtorno de ansiedade utilizam o acariciar prolongado ao cão como uma estratégia de auto-relaxamento para superar
sua timidez em relação as pessoas presentes. Assim, a presença do cão ajudou
estes pacientes a interagir com as pessoas presentes.

Conclusões
Com base nos comportamentos codificados, foram encontradas em todas as categorias de observação diferenças significativas nos valores médios entre os grupos de pacientes. Pacientes com diferentes diagnósticos mostraram diferenças em suas comunicações não-verbais e interações com o cão e com as pessoas presentes. Usando a análise discriminante sobre as medições destes diferentes padrões de interação, quase três/quartos de todos os pacientes poderiam ser atribuídos aos grupos diagnóstico correto.
Em resumo, as conclusões são as seguintes:
1. O caráter altamente estimulante do cão leva a criança a livre
e espontânes interações com o animal. Essas interações espontâneas faz possivel a observação direta das capacidades não-verbais de comunicação.
2. Os grupos de pacientes observados apresentaram basicamente estilo de interações diferentes que podem ser filmados e interpretados. As informações comportamentais
obtidas sobre as crianças é tão altamente específicas que podem ser utilizadas para atribuir a eles os grupos diagnósticos corretos. Isto confirma Watzlawick, Jackson e Beavin´s (2000) sobre a teoria da "caixa preta" que permitiram que de acordo com observações da interação podemos tirar conclusões fundamentais sobre o indivíduo observado.
3. Com base na análise diferenciada dos estilos comportamentais, podemos reconhecer os déficits-diagnosticos de interação específicos e desenvolver específicos objetivos terapêuticos e tratamentos. Com os pacientes que sofrem de transtornos alimentares, especialmente a anorexia, seria adequado concentrar-se em normalizar suas preferências a posturas desconfortáveis e rígidas realizadas na TAC. Na TAC com as crianças autistas, por outro lado, o principal objetivo poderia ser a de ajudar a criança a abordar o animal, do qual ele tem medo por causa de seu comportamento imprevisível, e através de um processo gradual incentivar a criança a experiência de
interação sem medo.
Terapia Assistida por Cães constitui em uma valiosa contribuição para o processo convencional de psico-diagnósticos, com a vantagem em permitir introspecção ao repertório comportamental da criança. Lidar com os animais é altamente interessante para as crianças, é orientado pelas próprias experiências da criança e é independente da cognição da criança e suas competências de reflexão e autenticidade. O estudo levanta algumas questões interessantes. Por exemplo, não sabemos quanto o comportamento "interspecific" entre cão-criança representa o comportamento "innerspecific" exibido entre criança-criança (A validade do sistema de categoria). Se eles estão intimamente ligados, pode certamente ser possível usar a TAC para treinar os pacientes em comportamentos pró-sociais adequados para encontros criança-criança.




Obs: Artigo muito interessante porem dificil de passar as idéias para o portugues. Se houver interesse no original por favor deixar e-mail nos comentarios.